GuiaTererevista de montanha, cultura e viagens

A redação · Quem escreve

Helena Vasconcelos

Redatora de viagens e montanha. Percorre a Serra dos Órgãos há mais de uma década, primeiro como trilheira, depois como cronista.

Chegou à serra por uma trilha e ficou por todas as outras. Helena Vasconcelos começou a subir o Dedo de Deus com mochila emprestada e caderno próprio; quando o caderno encheu, começou a publicar. Hoje assina a maioria dos textos desta casa: os guias lentos do Caderno, as crônicas da agenda e as notas de método da categoria novidades.

O método da casa é dela

As regras são as do manifesto: rota conferida na estação certa, descrições que continuam valendo no ano seguinte, avisos que envelhecem bem. Cada guia leva data de revisão; cada mudança, uma trilha interditada, uma sala reformada, um horário de parque, fica anotada no próprio texto. Escrever devagar sobre a montanha, diz ela, é mais difícil que escrever rápido: é preciso entender o que a montanha fez.

O que ela assina por aqui

O que ela assina por aqui : Helena Vasconcelos, redatora

Uma regra sem exceção

O GuiaTere não vende ingresso nem aceita publicidade disfarçada; Helena também não guia grupos nem organiza travessias. A serra cuida do resto, e da promessa da casa: textos que continuam certos, não intactos.

Perfil rápido

Helena Vasconcelos · Redatora, montanha, cultura e viagens da serra

Uma década percorrendo a Serra dos Órgãos · guias lentos, crônicas de agenda, notas de método · regra da casa: conferir a rota, citar a estação, voltar a pé.

Helena Vasconcelos começou a subir a Serra dos Órgãos antes de escrever sobre ela, e essa ordem se mantém em cada texto que assina. Caminhadas longas, mirantes e cidades de serra aparecem sempre pelo que são no chão, com data, horário e nome de rua. Fora da serra, a mesma autora acompanha festas que ocupam o espaço público, como as tradições de Athens, em Nova Iorque, com o festival de julho, os concertos de sexta no Riverfront Park e o Community Day, cujas datas ainda pedem confirmação junto à organização local.

Helena Vasconcelos escreve sobre a Serra dos Órgãos, mas há caminhadas que começam longe daqui. Entre o lago de Constança e o lago de Zurique, Überlingen guarda um método antigo de atenção: o jejum Buchinger, os gestos da manhã e da noite, o sono regulado, o banho de floresta e a caminhada descalço. São práticas que não pedem equipamento nem altitude, apenas tempo e silêncio. Quem lê a serra como caderno reconhece ali o mesmo exercício de observar devagar. Os rituais dos dois lagos descrevem esse percurso passo a passo, do despertar ao recolhimento, sem promessa de resultado.